Arquivos para Matthieu Ricard

Muitas vezes as coisas mais óbvias são as mais difíceis de enxergar. É bom que olhemos por vários ângulos diferentes, que ouçamos das mais diversas formas, usufruindo do talento generoso de pessoas que buscam compartilhar suas experiências e visões sobre, afinal, como podemos ser mais felizes!

Aqui está uma seleção de conferências de pessoas assim! Que em 2014 nós possamos nos alegrar com as coisas mais simples da vida!

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(Clique na imagem de Matthieu Ricard para assistir aos vídeos, quase todos com legendas em português)

1. Dan Gilbert –  O que nos faz felizes?

Dan Gilbert, autor de “Stumbling on Happiness” (Tropeçando na Felicidade), contesta a idéia de que seremos infelizes se não tivermos o que queremos. Nosso “sistema imunológico psicológico” permite que sejamos felizes mesmo quando as coisas não são como planejamos.

2. Malcolm Gladwell sobre Molho de Espaguete

Autor de Tipping Point, Malcolm Gladwell detalha a busca pelo molho de espaguete perfeito pela indústria alimentícia — e faz uma discussão mais ampla sobre a natureza da escolha e da felicidade.

3. ihaly Csikszentmihalyi: Flow, o segredo da felicidade

Csikszentmihalyi pergunta, “O que faz a vida valer a pena?”. Observando que o dinheiro não traz felicidade, ele analisa aqueles que encontram prazer e satisfação duradoura em atividades que levam ao estado de “Flow”.

4. Michael Norton – Como comprar a felicidade?

TEDxCambridge, Michael Norton compartilha uma pesquisa fascinante sobre como o dinheiro pode, de verdade, comprar felicidade — quando você não gasta consigo mesmo. Fique atento aos dados surpreendentes sobre as muitas maneiras como o gasto prossocial pode beneficiar você, seu trabalho e (claro) outras pessoas.

5. Barry Schwartz sobre o paradoxo da escolha

O psicólogo Barry Schwartz mira em um dos dogmas centrais da sociedade ocidental: liberdade de escolha. Schwartz estima que a escolha nos tornou menos livres e mais paralisados, mais insatisfeitos em vez de mais felizes.

6. David Steindl-Rast: Quer ser feliz? Seja grato (legenda em espanhol)

A única coisa que todos os seres humanos temos em comum é que cada um de nós quer ser feliz, diz o Irmão David Steindl-Rast, um monge e erudito interreligioso. E a felicidade, sugere, nasce da gratidão.

7. Graham Hill: Menos coisas, mais felicidade

Escritor e designer Graham Hill pergunta: Será que ter menos coisas, em um espaço menor, leva a mais felicidade? Ele argumenta em favor de ocupar menos espaço e coloca três regras para que você possa editar sua vida.

8. Matthieu Ricard: sobre os hábitos da felicidade

O que é a felicidade e como podemos conquistá-la? Matthieu Ricard, bioquímico que se tornou monge Budista, afirma que podemos treinar nossa mente nos hábitos do bem-estar para gerar um verdadeiro sentimento de serenidade e realização.

9.  Daniel Kahneman: O enigma da experiência x memória

Os exemplos que vão desde férias até colonoscopias, o vencedor do prêmio Nobel e fundador da economia comportamental Daniel Kahneman revela como nossas duas individualidades, o “eu da experiência” e o “eu das lembranças” percebem a felicidade de forma diferente. Essa revelação tem implicações profundas na economia, na política pública — e em nossas consciências.

10. Ron Gutman: O poder oculto do sorriso

Ron Gutman revê uma série de estudos sobre o sorriso e revela resultados surpreendentes. Você sabia que o seu sorriso pode prever quanto tempo você irá viver – e que um simples sorriso possui um efeito mensurável do seu bem estar? Prepare-se para mexer alguns músculos faciais enquanto você aprende mais sobre esse comportamento evolucionário contagiante.

~ Matthieu Ricard

Matthieu Ricard

Para cultivar o amor altruísta, primeiro devemos nos tornar plenamente conscientes do nosso próprio desejo de nos livrarmos do sofrimento e de experimentarmos bem-estar. Este passo é especialmente importante para aqueles que têm uma imagem negativa de si mesmos ou para aqueles que sofreram tanto que sentem que a felicidade não foi feita para eles. Devemos gerar assim uma atitude acolhedora, tolerante e benevolente com relação a nós mesmos e nos dispor a conseguir o que é verdadeiramente bom para nós mesmos.

Uma vez que tenhamos reconhecido essa aspiração, temos de reconhecer também que ela é compartilhada por todos os seres. Devemos reconhecer nossa humanidade comum e tomar consciência de nossa interdependência.

Vamos primeiro focar a nossa meditação em um ente querido.

É mais fácil começar a treinar o amor altruísta pensando em alguém que seja muito querido para nós. Podemos imaginar uma criança vindo em nossa direção, sorrindo, plena de inocência. Em seguida, deixe fluir em direção a ela o amor, carinho e afeto incondicionais, desejando-lhe todo o bem que possa existir: “que você possa estar em segurança, ser saudável e prosperar na vida.” Vamos nutrir este amor e deixá-lo preencher nossa paisagem mental.

Estenda a sua meditação

Em seguida, estenda esse amor benevolente para além de seus entes queridos, para pessoas que ainda não conhece. Elas também desejam ser felizes, mesmo que, como nós, elas frequentemente se confundam sobre as maneiras de escapar do sofrimento. Finalmente, estenda sua benevolência àqueles que cometeram injustiças e  àqueles que prejudicaram outros. Isso não significa que nós queremos que eles obtenham sucesso em seus esforços maldosos. Pelo contrário, desejamos profundamente que o ódio, a crueldade, a ganância ou a indiferença que habita sua mente possam diminuir. Olhe para eles como um médico que trata alguém com uma grave doença mental.

Finalmente, envolva todos os seres sencientes, humanos e animais, nesse amor sem limites.

~ Matthieu Ricard

EQ Matthieu 1junho

De acordo com Sherry Turkle, uma famosa psicóloga, escritora e diretora da Iniciativa “Tecnologia e Self” do MIT, a mídia “social” é, na realidade, apenas um meio para nos permitir estar sozinhos enquanto permanecemos conectados a muitas outras pessoas!

Um menino de 16 anos, que produz de mensagens de texto sobre quase tudo, disse melancolicamente: “Algum dia, mas não agora, eu gostaria de aprender a ter uma conversa.” Os jovens têm mudado de “ter uma conversa” para “permanecer conectado “. Quando você tem 3.000 “amigos” no Facebook, você não tem conversas reais com nenhum deles. Você só faz ologin para poder falar sobre si mesmo para um público seguro.

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No último dia 15 de maio, a Universidade de Wisconsin realizou o evento Change your Mind. Change the World.”, com muitos conferencistas brilhantes, que conversaram durante todo o dia com Sua Santidade o Dalai Lama.

No período da tarde, Richard Davidson, cientista reconhecido como uma das pessoas mais influentes do mundo pela Revista Times, apresentou o que a ciência já descobriu sobre o bem-estar. Sensacional! Esse trecho está legendado em português.

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Matthieu Ricard

Matthieu 19Abr

De acordo com Sherry Turkle, uma famosa psicóloga, escritora e diretora da Iniciativa “Tecnologia e Self” do MIT, a mídia “social” é, na realidade, apenas um meio para nos permitir estar sozinhos enquanto permanecemos conectados a muitas outras pessoas!

Um menino de 16 anos, que produz de mensagens de texto sobre quase tudo, disse melancolicamente: “Algum dia, mas não agora, eu gostaria de aprender a ter uma conversa.” Os jovens têm mudado de “ter uma conversa” para “permanecer conectado “. Quando você tem 3.000 “amigos” no Facebook, você não tem conversas reais com nenhum deles. Você só faz ologin para poder falar sobre si mesmo para um público seguro.

Conversas virtuais são momentâneas, rápidas, e às vezes brutais. Face a face, as conversas têm uma natureza completamente diferente: elas são mais lentas, repletas de nuances, e nos ensinam a sermos pacientes. Participar de uma conversa significa que precisamos ver as coisas do ponto de vista do outro, que é um pré-requisito para desenvolver empatia e altruísmo.

Muitas pessoas hoje sentem-se felizes em falar com máquinas que parecem se importar com elas. Está sendo feita uma pesquisa  para desenvolver robôs sociais, destinados a se tornarem companheiros para crianças e idosos. Sherry Turkle viu uma mulher idosa confidenciar a um bebê foca robô sobre a perda de seu filho; o robô parecia olhá-la nos olhos e realmente seguir a conversa, e a mulher admitiu que isso a confortava.

Será que o individualismo foi tão longe em levar as relações humanas ao empobrecimento e ao isolamento ao ponto de conseguirmos encontrar compaixão apenas em robôs? Parece que estamos cada vez mais atraídos por tecnologias que oferecem a ilusão de companhia sem as demandas de relações humanas. Corremos o risco de desenvolver simpatia apenas por nós mesmos, e desenvolver o hábito de lidar com as alegrias e tristezas dentro de uma bolha de egocentrismo.

As pessoas costumam dizer: “Ninguém me ouve.” Facebook e Twitter agora proporcionam uma audiênca automática. No entanto, verificou-se que as redes sociais são principalmente um meio de auto-promoção.

Curiosamente, o desenvolvimento destas relações pseudo-humanas anda de mãos dadas com o medo da solidão. As pessoas agora estão com medo de ficar sozinhas consigo mesmas. Entregues a si mesmas, sentem a necessidade de fazer um login. Segundo Turkle, as pessoas passaram da fase “Eu sinto algo, vou compartilhá-lo enviando uma mensagem”, à compulsão “Preciso sentir alguma coisa, preciso enviar uma mensagem “.

Falta-nos a capacidade de estarmos sós conosco mesmos, e assim nos voltamos para os outros, não para estabelecer uma relação altruísta e desenvolver um interesse sobre quem eles são, mas para usá-los como peças de reposição para apoiar nossas personalidades cada vez mais frágeis. Nós pensamos que, permanecendo “conectados” nos sentiremos menos solitários, mas na verdade acontece o oposto. Se não somos capazes de estar sós, somos mais propensos a sofrer de solidão. A pesquisa constatou que o americano comum sofre de uma forte crise de solidão, em média, uma vez a cada quinze dias. De acordo com Turkle, “Se não ensinarmos nossas crianças a ficarem sozinhas, sofrerão sempre de solidão”.

Nós também precisamos revitalizar o hábito de conversar no trabalho e em casa. Pessoas que participam com frequência de conferências e reuniões sabem que é geralmente durante as conversas de cafezinho que as interações mais frutíferas acontecem.

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