Arquivos para intenção

“Como pensamos e como agimos pode transformar nossa experiência do estresse. Quando você escolhe encarar sua resposta ao estresse como útil, você cria a biologia da coragem E quando você escolhe conectar-se com outros sob estresse, você pode criar resiliência. Eu não pediria necessariamente por mais experiências estressante na minha vida, mas essa ciência me deu uma apreciação inteiramente nova do estresse. O estresse nos dá acesso aos nossos corações. O coração compassivo que encontra alegria e significado quando se conecta com outros, e sim, seu coração físico batendo forte, trabalhando duro para lhe dar força e energia, e quando você escolhe encarar o estresse desse jeito, você não está somente melhorando no estresse, você está mesmo afirmando algo profundo. Você está dizendo que pode confiar em si mesmo para lidar com as mudanças da vida e está se lembrando de que você não precisa enfrentá-las sozinho.”
Kelly McGonigal

Veja a conferência completa neste TED com legenda em português:

De volta

09/03/2013 — 6 Comentários

Cinco semanas… Há cinco semanas que nada acontece neste blog. Mas a causa é mais do que boa!

Durante estas últimas semanas, me dediquei exclusivamente às práticas e aos estudos da formação no Programa Cultivating Emotional Balance, com a Dra Eve Ekman e com o Prof Alan Wallace. Uma preciosidade!

Veja aqui o Prof Alan Wallace explicando os fundamentos do Programa:

O Cultivating Emotional Balance foi lindamente estruturado com base nos “Quatro Equilíbrios”:

  • o Equilíbrio Conativo, que trata da nossa visão de mundo, das nossas motivações e prioridades
  • o Equilíbrio da Atenção, que inclui propriamente as práticas de meditação
  • o Equilíbrio Cognitivo, que trata da forma como percebemos o que se apresenta aos nossos sentidos e à nossa mente, e que chamamos de realidade
  • o Equilíbrio Afetivo ou Emocional, que é de certa forma o resultado das práticas anteriores  

Logicamente, estes Quatro Equilíbrios se relacionam intimamente e são inseparáveis. O objetivo final é nada menos do que nos conduzir à Felicidade Genuína ou Eudaimonia – a felicidade proveniente daquilo que trazemos ao mundo e não daquilo que obtemos do mundo.

Mas esta descrição é uma pálida tentativa de contar a vocês um pouquinho do que nos foi oferecido nesse treinamento – a mim, a mais 8 brasileiros e outras pessoas sensacionais de diversas partes do mundo. Minha próxima tarefa agora é pensar nos vários formatos em que esse conteúdo todo pode ser apresentado, nos diversos níveis de profundidade e da forma mais apropriada, e com muita alegria!

 

escolha

Vamos revisar como os sentimentos se originam. Primeiramente, ocorre um contato direto com o estímulo sensorial, e isto serve de base para o sentimento subsequente. Por exemplo, primeiro você vê uma pessoa passando pela porta, e então reconhece a pessoa como um velho amigo ou talvez como uma ameaça; isto traz um sentimento como resposta. Uma vez que esse sentimento surge, pode por sua vez, dar origem a um desejo ou uma aversão com relação ao objeto, que não é igual ao sentimento original. Então, a resposta de desejo ou aversão pode levar a alguma outra coisa, como por exemplo, à intenção. Muitos desejos não resultam em intenções. Quando sentar em meditação, você poderá notar sensações sutis e efêmeras, que são experimentadas com um certo tom de sentimento. Isso pode levar à atração, aversão ou indiferença, e esses sentimentos podem ou não dar origem a uma intenção e uma ação subsequente. Normalmente, essa sequência completa de eventos está unida porque nós, inconscientemente, nos identificamos com ela, ao invés de observá-la com cuidado. Por meio da aplicação da atenção plena discriminativa e cuidadosa, você pode distinguir esses eventos na sequência em que surgem.

Como explicou a psicoterapeuta Tara Bennett-Goleman, a aplicação cuidadosa da atenção plena aos sentimentos, nos oferece uma alternativa à repressão, supressão e expressão compulsiva das nossas emoções. Citando a pesquisa do neurocirurgião Benjamin Libet, Bennett-Goleman nos mostra que do momento em que surge uma intenção, a ação pretendida tem início um quarto de segundo depois. Tara Bennett-Goleman comenta, “Esta janela é crucial: é o momento em que temos a capacidade de seguir o impulso ou rejeitá-lo. Pode-se dizer que o arbítrio reside aqui, neste quarto de segundo.”

~ Alan Wallace – Genuine Happiness