Arquivos para Bondade Amorosa

De volta

09/03/2013 — 6 Comentários

Cinco semanas… Há cinco semanas que nada acontece neste blog. Mas a causa é mais do que boa!

Durante estas últimas semanas, me dediquei exclusivamente às práticas e aos estudos da formação no Programa Cultivating Emotional Balance, com a Dra Eve Ekman e com o Prof Alan Wallace. Uma preciosidade!

Veja aqui o Prof Alan Wallace explicando os fundamentos do Programa:

O Cultivating Emotional Balance foi lindamente estruturado com base nos “Quatro Equilíbrios”:

  • o Equilíbrio Conativo, que trata da nossa visão de mundo, das nossas motivações e prioridades
  • o Equilíbrio da Atenção, que inclui propriamente as práticas de meditação
  • o Equilíbrio Cognitivo, que trata da forma como percebemos o que se apresenta aos nossos sentidos e à nossa mente, e que chamamos de realidade
  • o Equilíbrio Afetivo ou Emocional, que é de certa forma o resultado das práticas anteriores  

Logicamente, estes Quatro Equilíbrios se relacionam intimamente e são inseparáveis. O objetivo final é nada menos do que nos conduzir à Felicidade Genuína ou Eudaimonia – a felicidade proveniente daquilo que trazemos ao mundo e não daquilo que obtemos do mundo.

Mas esta descrição é uma pálida tentativa de contar a vocês um pouquinho do que nos foi oferecido nesse treinamento – a mim, a mais 8 brasileiros e outras pessoas sensacionais de diversas partes do mundo. Minha próxima tarefa agora é pensar nos vários formatos em que esse conteúdo todo pode ser apresentado, nos diversos níveis de profundidade e da forma mais apropriada, e com muita alegria!

CompassionKids

Existe alguma diferença entre uma vida feliz e uma vida plena de sentido?

Pessoas que são felizes mas que experimentam pouco ou nenhum sentido em suas vidas apresentam a mesma expressão genética que as pessoas que enfrentam adversidades cronicamente.

Esta á a conclusão de um estudo conduzido por Barbara Fredrickson, psicóloga e pesquisadora especializada em emoções positivas na Universidade de Carolina do Norte -Chapel Hill, e Steve Cole, geneticista e pesquisador na área de psiquiatria na UCLA, publicado em Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

“A felicidade sem sentido caracteriza uma vida relativamente superficial, auto-centrada ou até mesmo egoísta, em que as coisas vão bem, necessidades e desejos são facilmente satisfeitos, e dificuldades ou desgastes são evitados. Enquanto uma vida feliz está ligada a sentir-se bem, o que dá sentido à vida é contribuir com o bem-estar de outros ou com a sociedade de uma forma mais ampla.”

http://www.theatlantic.com/health/archive/2013/08/meaning-is-healthier-than-happiness/278250/

No último dia 15 de maio, a Universidade de Wisconsin realizou o evento Change your Mind. Change the World.”, com muitos conferencistas brilhantes, que conversaram durante todo o dia com Sua Santidade o Dalai Lama.

No período da tarde, Richard Davidson, cientista reconhecido como uma das pessoas mais influentes do mundo pela Revista Times, apresentou o que a ciência já descobriu sobre o bem-estar. Sensacional! Esse trecho está legendado em português.

Continue lendo…

business-compassion-conference2_2

Pesquisas recentes sugerem que um ambiente de trabalho mais compassivo, onde a prontidão para ajudar e para perdoar fazem parte do modelo de negócio, é um lugar mais produtivo, eficiente e feliz.

Nas empresas onde a compaixão é enfatizada, os empregados são menos estressados ​​e mais satisfeitos com seus empregos, e o turnover é menor, dizem os pesquisadores.

As pessoas que trabalham em organizações compassivas também são mais leais e engajadas, de acordo com pesquisadores.

“Compaixão, fundamentalmente, define a nossa humanidade”, disse James Doty, o fundador e diretor Center for Compassion and Altruism Research and Education na Stanford University.

Doty fez sua apresentação na recente Conferência sobre Compaixão e Negócios, onde os pesquisadores e líderes empresariais apresentaram suas conclusões e destacaram as melhores práticas relacionadas ao empreededorismo social compassivo.

Entre os speakers  estavam professores de Stanford e de outros lugares, que discutiram suas conclusões sobre temas como perdão, estresse e auto-compaixão. Executivos da Google, Seagate e outras empresas apresentaram casos para descrever como as suas empresas têm se beneficiado de um modelo de negócios mais compassivo.

“O fato mais esquecido no mundo dos negócios é o de que somos todos humanos”, disse Chip Conley, diretor-executivo da Joie de Vivre Hotels e graduado de Stanford.

Scott Kriens, presidente da Juniper Networks e fundador da 1440 Foundation, disse que não há conflito entre ser compassivo e ser rentável, um sentimento ecoado por pesquisadores que citaram diversos estudos que mostram o poder que um local de trabalho mais gentil pode ter para transformar.

Jamil Zaki, professor assistente de psicologia na Universidade de Stanford, disse que as pessoas querem, naturalmente, ser úteis.

“Os seres humanos são gentis. Somos gentis até mesmo com pessoas que não são do nosso grupo e que não são gentis conosco”, disse ele.

Ser pró-social, ou útil, segundo ele, estimula o centro de recompensa do cérebro.

Os pesquisadores disseram que a compaixão envolve um desejo autêntico de ajudar e envolve uma resposta emocional.

Quando tratamos a nós mesmos e aos outros compassivamente, disseram os pesquisadores, temos mais preocupação com os outros e mais capacidade de perdoar. Há também menos medo de falhar e uma maior resiliência, que são muito úteis num ambiente de trabalho.

Kim Cameron, professor da Ross School of Business da Universidade de Michigan, disse que a compaixão pode nem sempre parecer positivo, no entanto. Disse que a compaixão pode ser demonstrada através da crítica.

“Você não pode sempre elogiar os seus filhos”, observou Cameron.

Emma Seppala, diretora adjunta do CCARE, disse que é importante apresentar dados concretos que suportem a noção de que um ambiente de trabalho mais compassivo pode ser rentável e eficaz.

Ela escreveu sobre a ciência da compaixão na última edição da revista The Observer, publicado pela Association for Psychological Science.

A conferência, disse Seppala, tem o objetivo de promover a conscientização sobre essa área.

Doty complementou, “Nos negócios, é realmente necessário se basear em dados. E os dados estão aí, mostrando os benefícios da compaixão nos resultados das empresas. É melhor para a sua saúde e para a saúde do seu local de trabalho.”

AW DL

 

“Pessoas que, de forma geral, são felizes, que mantêm um sentimento de bom humor, de ânimo e de bem-estar, são aquelas que encontram muitas pequenas coisas ao longo do dia com as quais se alegrar. Por outro lado, episódios ocasionais de experiências drasticamente positivas, como ganhar na loteria ou alcançar um objetivo muito importante, como ter sucesso em um grande investimento, têm pouco impacto sobre a sensação geral de bem-estar das pessoas. Assim, cultivar a alegria empática pode, de fato, pouco a pouco, inundar sua vida de felicidade.”

Alan Wallace – Genuine Happiness

 

 

time

“Um dos maiores impedimentos para treinar a atenção é não encontrar tempo para isso. E a razão é que devotamos muito tempo a outras prioridades. Algumas dessas prioridades estão centradas nas nossas necessidades básicas, mas muitas delas estão relacionadas ao desejo. Ao desejar os símbolos da boa vida – riqueza, prazeres transitórios, fama e reputação – podemos nos privar da realidade de viver bem. A razão para não dedicarmos mais tempo a equilibrar as nossas mentes é que estamos apostando nossas vidas na premissa de que encontraremos a felicidade que buscamos perseguindo prazeres transitórios. Os psicólogos chamaram isro de “esteira hedônica” e o primeiro passo para escapar desse triturador exaustivo é buscar uma visão de felicidade genuína que acesse os nossos próprios e inesgotáveis recursos internos. É desta forma que começamos a cultivar a bondade amorosa, primeiramente por nós e então por todos à nossa volta.”

~Alan Wallace – “The Attention Revolution – Unlocking the Power of the Focused Mind”