Um outro lado da história do TDAH

05/19/2013 — 24 Comentários

World Public Union

Confissão de leito de morte do inventor do TDAH: o TDAH é uma doença fictícia

 

EQ adhd

Felizmente, a Comissão Consultiva Nacional de Ética Biomédica da Suiça (NEK, presidente: Otfried Höffe) manifestou-se de maneira crítica acerca do uso do medicamento para TDAH, a Ritalina, no seu parecer de 22 de novembro de 2011, intitulado Aprimoramento humano por meio de agentes farmacológicos: “O consumo de agentes farmacológicos modificaram o comportamento da criança sem qualquer contribuição de sua parte.

Isto leva à interferência na liberdade e nos direitos pessoais das crianças, porque os agentes farmacológicos induzem alterações comportamentais, mas não conseguem educar a criança para conseguir tais mudanças por conta própria. A criança é assim privada da experiência fundamental de aprender a agir autonoma e enfaticamente, o que “reduz consideravelmente a liberdade das crianças e prejudica o desenvolvimento de sua personalidade”, criticou a NEK.

Os críticos alarmados do desastre da Ritalina estão agora recebendo apoio de origem completamente diferente. Em sua reportagem de capa de 02 de fevereiro de 2012, o semanário alemão Der Spiegel citou o psiquiatra americano Leon Eisenberg, nascido filho de imigrantes judeus russos em 1922. Aos 87 anos de idade e sete meses antes de sua morte, o “pai científico do TDAH” declarou, em sua última entrevista: “o TDAH é um excelente exemplo de doença fictícia”

Desde 1968, no entanto, ao longo de cerca de 40 anos, a “doença” de Leon Eisenberg tem assombrado os manuais de diagnóstico e estatística, primeiro como “reação hipercinética da infância”, e agora como “TDAH”. Em apenas 18 anos, o uso de medicamentos para TDAH na Alemanha aumentou de 34 kg (em 1993) para um recorde de nada menos que 1760 kg (em 2011) – o que representa um aumento de 51 vezes nas vendas! Nos Estados Unidos, um em cada dez meninos de 10 anos de idade engole um medicamento para TDAH diariamente. Com uma tendência crescente.

Levando em conta o comprovado repertório de Edward Bernays, o pai da propaganda, para vender a Primeira Guerra Mundial a seupovo com a ajuda da psicanálise de seu tio, e para distorcer a ciência e a fé na ciência com o objetivo de aumentar os lucros da indústria – que tal investigarmos em proveito de quem o “pai científico do TDAH” produziu ciência? Sua carreira ascendeu muito rapidamente, e sua “doença fictícia” levou aos mais  acentuados aumentos de vendas. Ele também atuou no “Comitê para a elaboração do DSM V e do CID XII, da Associação Psiquiátrica Americana” 2006-2009. Além disso, Leon Eisenberg recebeu o”Prêmio Ruane por Pesquisa em Psiquiatria da Criança e do Adolescente”. Ele tem sido um líder em psiquiatria infantil por mais de 40 anos, por meio de seu trabalho em estudos clínicos com drogas, pesquisa, ensino e políticas sociais, e por suas teorias sobre o autismo e a medicina social”.

Fora isso, Eisenberg foi um membro do “Comitê Organizador da Conferência sobre Mulher e Medicina, Bahamas, 29 de Novembro – 3 de dezembro, 2006, pela Josiah Macy Foundation (2006)”. A Fundação Josiah Macy organizou conferências com agentes da inteligência da OSS, mais tarde CIA, como Gregory Bateson e Heinz von Foerster durante e muito depois da Segunda Guerra Mundial. Teriam esses grupos disseminado o diagnóstico de TDAH a serviço do mercado farmacêutico por meio de muita propaganda e relações públicas produzidas sob medida? É esta questão que a psicóloga americana Lisa Cosgrove e outros investigaram em seu estudo “Laços Financeiros entre Membros do Painel DSM-IV e a Indústria Farmacêutica”. Eles descobriram que “dos 170 membros do painel DSM, 95 (56%) tiveram uma ou mais associações financeiras com empresas da indústria farmacêutica. Cem por cento dos membros dos painéis sobre ‘Transtornos de Humor’ e ‘Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos’ tinham vínculos financeiros com empresas farmacêuticas. As conexões são especialmente fortes nas áreas de diagnóstico, onde as drogas são a primeira linha de tratamento para transtornos mentais”. Na edição seguinte do manual, a situação se manteve inalterada. “Dos 137 membros do painel do DSM-V que se manifestaram, 56% relataram ligações com a indústria – nenhuma melhoria em relação à porcentagem dos membros do DSM-IV.” “O próprio vocabulário da psiquiatria é agora definido, em todos os níveis, pelaindústria farmacêutica”, disse o Dr. Irwin Savodnik, professor assistente de clínica psiquiátrica na Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

Isso tudo é muito bem pago. Apenas um exemplo: o Diretor-Assistente da Unidade de Psicofarmacologia Pediátrica do Hospital Geral de Massachusetts e professor associado de psiquiatria na Harvard Medical School recebeu “US$ 1 milhão em rendimentos de empresas farmacêuticas, entre 2000 e 2007”. De todo modo, não se pode descartar com facilidade o testemunho do pai do TDAH: “O TDAH é um excelente exemplo de doença fictícia”.

A tarefa de psicólogos, educadores e médicos é não submeter as crianças a uma “coleira química” simplesmente porque a sociedade como um todo não consegue lidar com os produtos de suas teorias equivocadas sobre o homem e sobre a criação de filhos, e, no lugar disso, entrega-os ao mercado livre farmacêutico. Voltemos à questão básica da psicologia pessoal e da educação: A criança deve adquirir responsabilidade pessoal e comportamento vigoroso sob orientação especializada – e isso inclui a família e a escola: nestes campos, a criança deveria ser capaz de ter a iniciativa mentalmente. Isso constitui a essência da pessoa humana.

24 Respostas para Um outro lado da história do TDAH

  1. 
    MARIA JOSE BERTI 05/21/2013 às 15:42

    Eu tenho dificuldade de fixar atencao. Distraio com facilidade. Isso é fato. Agora vamos aos porquês eu tenho essas dificuldades e aos como supercar essas mesmas dificuldades. Nunca tomei remedio. Tenho 65 anos. Entao, no meu caso, acredito que a causa esta na educacao familiar e depois a escolar. Nao fui “ensinada”, apenas corrigida de maneira desagradavel quando me distraia. Ja aqui foi encontrada tecnicas de meditacao tanto dos pais como das crianças. Vou agora pesquisar mais sobre como, se possivel, evitar que uma criança crie este aspect em sua vida e aqueles que ja criaram, como minimizar e quem sabe eliminar. Declaro que nós com essa dificuldade somos podados de nos desenvolvermos plenamente intelectual, profissional e socialmente.

    Agradeço a quem oferecer-me fonts de leituras e livros. Obrigada, Maria Jose Berti

    • 
      Jeanne Pilli 05/21/2013 às 15:51

      Maria José:
      Veja os outros posts do blog sobre cultivo da atenção plena.
      Todos nós temos dificuldades em concentrar a atenção. Mas esta é uma habilidade que pode ser muito melhorada com técnicas de meditação, yoga e por tentarmos nos manter atentos ao que estamos fazendo, a cada momento.
      🙂

    • 

      Maria, Tenho um um amigo que escreveu um livro bacana entitulado “Eu e meu DDA”, já ouviu falar? Vale a pena ler. 😉

      • 

        Obrigado pela indicação do meu livro, mas o autor desta fundamentada reportagem sabe que o TDAH não existe, eu nunca existi e vocês nem devem conseguir ler esta mensagem… eu sabia que eu era uma ficção de alguém. sempre soube! Mas supondo que eu exista, intermitentemente, ao entreato de cada matéria fundamentada na cientificidade do achismo que o TDAH seja uma invenção, será que os mais de 8,5 milhões de brasileiros que sofrem com o TDAH além de não existirem, teria pelo menos que sofrer de uma outra psicopatologia. Decerto, bem mais grave! As mães que tratam seus filhos com ritalina existem? elas ouvem um diagnóstico e XAZAN! Acredita que seu filho tem o que o médico diagnosticou? e então, como toda mãe irresponsável, acredita tanto naquilo que aceita, com muito sofrimento (quando eu existo vejo como sofrem por submeter seus filhos a um medicamento de tarja preta) por pura inocência, estupidez, inexistência ou o que? Toda e qualquer pessoa que acredita ter o diagnóstico do TDAH, sofreriam de um transtorno psicossomático de personalidade que contamina sua família (que tb acredita)… ou quase 9 milhões de brasileiros não existem?

        Quem replicou esse texto, afora os graves equívocos na tradução, mudando o que foi dito, onde e por quem, teria algum estudo sóbrio, que exista tanto quanto eu para argumentar que eu não existo?

      • 
        Jeanne Pilli 06/02/2013 às 11:19

        Caro Marcus: se puder apontar os erros de tradução aos quais se refere em seu comentário, que tenha levado a uma compreensão errada do que o autor do artigo escreveu, ficaria bastante grata.
        Obrigada

  2. 

    Prezada Jeanne. Como vai?

    Prefiro te relatar tudo por e-mail. Desagrada-me apontar defeitos alheios com meus dedos tão tortos…

    • 
      Jeanne Pilli 06/02/2013 às 12:24

      Não se sinta assim. Agradeço sua ajuda.
      Abraço

      • 

        ficarei esperançoso agora, mesmo sem existir, que a minha inexistência seja coerente ao meu mudo… afinal, eu não existo, mas me sinto não existindo, e mesmo sendo um órfão de pai carnal, sabendo que posso ser morado na mente um desconhecido…. sem saber se desapareço quando ele dorme ou se sumo quando eu penso que durmo… já que nem sei mais se inexistindo eu durmo ou se deduzo que sonho….. me deixaria ainda mais distante de lá onde não sei que eu moro…. teria que, ao menos para eu saber que minhas letras são lidas, talvez por poucos outros ficcionais tal qual a Sandra me pareceu de verdade! seria ético da sua parte, coerente com a verdade, menos sofrível para quem sofre por ter o que nem existe, se você, Jeanne Pilli copiasse e colasse, na integra de um desintregado, o que presumo que leu pq respondeu sem vaidade, como quem viu as mentiras do mentiroso que mostrou a verdade que se esconde em muitas palavras. Assim, o conteúdo daquele e-mail, que hesitei em expor aqui, me deixe mais contextualizado agora, mesmo na inexistência do meu contexto, seria ético da sua parte, justo com os leitores (invisíveis ou os que escolhem o que enxergam), apresentando todos os erros, que maquilaram de muita gente….. ALÉM DO MAIS, seria confluente com o equilíbrio, não o que eu nunca tive, mas o que é parte, inclusive, do título que sugere o seu site.

      • 
        Jeanne Pilli 06/05/2013 às 10:25

        Caro Marcus:

        Segue aqui seu e-mail na íntegra. Fico feliz termos a possibilidade da discussão franca sobre um assunto tão importante.
        No mais, esclareço aos amigos que nos lêem, que o post em português foi uma tradução literal, em que procurei não alterar em nada o conteúdo do artigo original. Lamento não ter deixado isso mais claro no próprio post; certamente farei isso em todos os próximos.

        Carinho,

        Jeanne

        De: Marcus Deminco
        2 jun (3 dias atrás)
        Para: Jeanne Pilli

        Cara Jeanne. Como vai?

        Ex corde, peço-lhe desculpas se – de alguma maneira trocista – fui indelicado. Inobstante, vez por outra, quando suscitam novamente essa questão, algumas pessoas, sobretudo, muitas mães acabam me procurando revoltadas. Todavia, se quiser, posteriormente discutimos sobre a existência do TDAH…

        Preferi escrever por e-mail, pois a sans parti pris, você além de educada, pareceu despida de tantas vaidades sobre a cristalização do que pensamos…
        Na volubilidade de tudo aquilo que é verdadeiro, talvez os erros (aos quais me referi) tenham sido justamente, pelo acerto minucioso da tradução sem a preocupação da semântica: preocupou-se em traduzir apenas o texto e nada além dele. Por exemplo, o próprio título não condiz nem com o que você mesma traduziu, nem com os fatos verídicos: Confissão de leito de morte do inventor do TDAH: o TDAH é uma doença fictícia. Não foi no leito que ocorreu a confissão, já que depois você assevera ter sido sete meses antecedentes a sua morte… Já na história verídica, o Eisenberg não foi quem declarou isto (ele citou como um exemplo não criado por ele), e ele só teve 1 único mês de vida após completar 87 anos (veja alguma biografia dele).
        Embora saiba que ele trabalhou na American Psychiatric Association (APA), nunca li (mas posso ler) que ele tenha feito parte da consecução do DSM-V. Não seria na 4ª edição do Manual? Até pq a primeira pesquisa da APA P/ a definirem a elaboração do DSM-V Só ocorreu em 1999. Ano ao qual você cita como 3º e último ano de atuação do Eisenberg no DSM-V.
        Dê uma lida neste link:

        http://www.snopes.com/politics/quotes/adhd.asp

        Quanto a existência do TDAH também podemos discutir. Afinal, existem inúmeras pessoas (sério mesmo) que apresentam teorias em circunlóquios até para provar que a GIRAFA não existe. Afirmam que o animal é apenas uma invenção e julgam idiotas todos aqueles que acreditam na existência do animal. Veja os argumentos neste link:

        http://forums.tibiabr.com/showthread.php?t=101958

        Talvez o absurdo que se revele em pessoas não acreditarem em girafa para muitos, seja tão incoerente para mim quanto ante aos que não acreditam na veracidade do TDAH.

        Gambarimassu
        Marcus Deminco

    • 

      Eu tbm não existo!!! Não existo porque aos 36 anos entrei em 4 faculdades e não consegui terminar nenhuma, onde um paragrafo de 10 linhas demorei 4 horas pra conseguir chegar ao ponto final e nem saber sobre o que falava… iniciei Inglês, espanhol, alemão, guarani, libras e esqueço de muitas palavras em português, repeti a 5°, a 6°, a 7° e a 8° serie do ensino fundamental passando a segunda vez pelo conselho e não em lembro absolutamente quase nada do que aprendi, na verdade eu nem estava ali, por nem existir… Também não existo por ter dificuldades de relacionamento com as pessoas por ser extremamente impulsiva, emotiva, muitas vezes agressiva e geralmente esquecida, esquecida. Amigos e família que achavam que eu não me importava com eles por nunca chegar no horário, sempre bem atrasada. Quantas vezes não existi por esquecer dos compromissos, do tempo, de voltar pra casa, do dever, dos objetos deixados em lugares imagináveis…do remédio do lado do copo vazio, da roupa na maquina, da chave da moto, da moto… Inúmeros psicólogos, sou quase mestre sem formação acadêmica e todos querendo me encaixar em um transtorno, meu nome era bicho carpinteiro, vichi tá chegando, Olha quem vem lá, prego na cadeira, doidinha, entre outros milhares de rótulos sociais que carrego até hoje. Qualquer coisa que saísse errado tinha o meu nome, nome que não existia. Meus filhos tbm não tem nome próprio… eles chamam ” o filho daquela lá”. Comecei a existir quando fui parar em um consultório psiquiátrico e após vários testes com medicações, consegui ler meu primeiro livro… Mentes Inquietas!!! Era EU!!! E agora?? O que fazer, desabei a chorar, pois minha vida podia ter sido muito diferente se houvesse alguma boa alma capacitada a me ler, a me ouvir, a me perceber!!! diagnosticar um TDAH, não é tarefa fácil, pois no mundo de hoje que temos que dar conta de tudo até mais… quem não tem um transtorno de ansiedade??? Traços todos temos. Agora permanecer nessa condição até que sua vida desabe sobre seus pés, é uma condição que ninguém quer e que muito pouca gente aguenta. Uma pena eu ainda não aceitar que um remedinho me faça eu ser apenas EU… Ainda é doloroso, em especial porque depois de tanta carga social, outros problemas surgiram, nos quais ficam difíceis enumerar. Minha mãe, meus filhos e com certeza meus professores acreditam que TDAH, não é fictício. Bem sabemos o que já passamos!!! Minha Ritalina LA 10 mg está acabando, depois apenas de maior mg que pra mim é uma carga excessiva de efeitos colaterais, mas eu sei que depois de 10 dias eu quase volto a não mais existir, por não conseguir mais sentar e estudar. Hoje o futuro da minha família depende disso. E pessoas que fazem mal uso das medicações que geram um lucro farmacêutico gigantesco e criticas iguais a essa, não permitem no momento a liberação de venda da medicação no país. E assim eu volto pra meu mundo de agitação sem produção completa. Assim fica melhor mesmo esquecer!!!!

  3. 

    Como é bom colocar nos transtornos a culpa por nossas dificuldades e nao o oposto.

  4. 

    Caro Felipe.

    Não sei se quando escreveu seu comentário queria fazê-lo com algum sentido, mas mesmo sem aparentar nenhum sentido, tentei – sem motivo algum que justificasse a minha tentativa – procurar a lógica do que escreveu, se é que escreveu com lógica: “Como é bom…” Creio, com todos os riscos da crença, que só se diz “COMO É BOM” aquilo que conhecemos como sendo BOM…. Será que você quis afirmar aquilo que não conhece ou sentiu-se bem por já ter colocado a culpa de suas dificuldades nos transtornos? Ah! Incompetência, ignorância e estupidez são transtornos?

    Pela falta de lógica que não encontrei na ausência de sentido do seu comentário, acho – como quem acha o que não encontrou, pois o que encontrou não existia –, que o seu comentário seria uma tentativa sóbria de, incoerentemente, fazer uma espécie de troça… Porém, até mesmo uma troça, por mais sem graça que seja, precisa de alguma coerência para ser, ainda que pouco, engraçada. Então, para minorar a falta de lógica, sentido, coerência e graça do comentário, poderia explicar o que não se explica: como seria o oposto de colocar nos transtornos a culpa por nossas dificuldades?

    Seria colocar nas dificuldades a culpa de nossos transtornos?

    Inobstante, como não li nenhum comentário acima que fizesse acusação tão leviana quanto sem sentido, talvez você tenha lido, não aquilo que está escrito, mas o que precisou ver. Sem necessariamente enxergar.

    Atenciosamente sem atenção
    Eu

  5. 
    Mara Narciso 06/06/2013 às 23:09

    O TDAH é um transtorno tão real, com características tão claras, embora ainda sem total explicação orgânica, que, caso não tivesse ainda sido descrito pela Medicina, naturalmente haveria de sê-lo. Não é questão de existir ou não, e sim de ser e possuir sintomas marcantes, incapacitantes que se repetem num número considerável de pessoas, e não de forma aleatória como uma loteria. Os indivíduos acometidos possuem desatenção, impulsividade e hiperatividade num grau deplorável, em total dissonância com a vida social, por mais que eles sejam inteligentes, de bom caráter e compreendam as regras. É impossível segui-las. Enquadrar-se não depende de boa vontade e nem de força de vontade. É possível chegar aos mesmos resultados sem Ritalina, porém a duríssimas penas, depois de inúmeras frustrações, quase desastres. Quando há uma medicação que organiza essas pessoas, qual é a vantagem de não usá-la? Porque há 40 anos não existia internet eu vou enviar uma carta de papel? Para frente é que se anda. Regredir, jamais!

  6. 
    Lúcio Mauro 08/16/2013 às 18:05

    Bom… só uma pessoa que não teve de suportar durante toda a vida as consequências desastrosas do TDAH pode questionar seus efeitos. Claro! como foi dito acima, todos têm desatenção. É fato! mas a vida toda? Eu mesmo, recentemente diagnosticado, após 41 anos de vida, duvidei! Como assim !? até parece que toda minha frustração vai ser resolvida tem origem na falta de um mero medicamento! Pois bem, há 2 meses comecei a tomar a medicação e é com grande alegria e emoção que percebi o tempo generosamente caminhar devagar para eu poder observar os acontecimentos, antever meus tropeços e, pela primeira vez, acreditar no meu potencial. É um renascimento. Claro que ainda não está tudo 100%, ainda há muito que ser “concertado” rs, porém, agora, tenho esperança, algo que os transtornos roubam de nós. Agora posso planejar e ir até o fim. Um grande abraço a todos!

  7. 
    Catarina Marques 02/25/2014 às 09:18

    Olá eu sou uma mãe de um rapaz de 13 anos. Ele apresenta um diagnóstico de hiperactividade com defice de atenção, nomeadamente com falta de auto estima e impulssividade, desde os sete anos. Desde que nasceu até aos 2,5 anos demonstrou sempre ser uma criança calma, muito sociavel, digamos que eu falava com o meu filho de forma também ela muito calma. Não havia gritos, sempre nos acompanhou para todo lado (aos pais) nunca fez birras, o que eu lhe dizia ele aceitava bem e acatava de forma como uma criança de mais idade. Adormecia sozinho com a luz acessa, arrumava os brinquedos sem que eu o mandasse. Aos tres meses de vida foi para o quarto dele e nunca quiz a chupeta nem outro miminho. Digamos que era um filho perfeito (comportamento), sendo ele na altura o meu primeiro filho, eu sentia-me orgulhosa por o facto de ouvir outras maes a dizerem que o bebe delas era terrivel, não as deixavam dormir, só choravam e que acordavam muito de noite para comerem, factos estes que raramente eu os tive. Nunca demonstrou aparentemente nenhuma anomalia. Devo até mêncionar que o meu filho com 3,5 anos já comia como um adulto com faca e garfo perfeitamente.
    Com 5 anos acabados de fazer, atravez de uma pessoa amiga (psicolgo) o meu filho fêz uma avaliação de QI e já tinha um valor de 96%. E fêz porque a partir dos seus quatro anos iniciou uma agitação fora do normal e regrediu no seu comportamento geral. Ou seja começou a depender de mim, deixou de ser tão autonomo, muito ciumento e até diría inseguro, também ele parecia mais agrecivo e desatento. Fez várias secoes de psicomotricidade tem acompanhamento de pedopsiquiatria, faz tambem 1 a 2 eléctrocardiogramas por ano. Ele não tem aproveitamento nenhum na escola, já sofreu de varias descreminações desde alguns pais de colegas, inclusive dos colegas e até dos proprios professores. Tem sido uma luta constante, o meu marido está sempre ao corrente das situações mas eu é que tenho acompanhado sempre o meu filho, porque acho que só eu é que o compreendo, talvez eu herdou de mim o sindrome da hiperactividade, sou muito stressada. Estou sempreo medo de que o que estou a fazer possa não ter sucesso. Depois de ler o texto sobre que o TDAH é fictício, perdi-me completamente, já não sei o que pensar. Diga-me o que pensa ou o que eu possa pensar. Perdemos a batalha, e realmente não tem nada haver com falta de educação ou de falta de imposição de regras.

    • 
      Jeanne Pilli 02/25/2014 às 11:46

      Querida Catarina:
      Compreendo sua angústia e gostaria de dizer a você que esse alerta todo com relação ao TDAH se dá em função de uma super utilização dos medicamentos para deficit de atenção. Isso não significa que o problema não exista absolutamente. Seguramente muitas crianças podem se beneficiar em muito do uso correto e da prescrição adequada desses medicamentos. Enfim, cada caso é um caso, em toda a sua complexidade e todas as implicações.
      Espero que voces encontrem o melhor caminho para a sua família e para o seu filho. Sua dedicação como mãe ao seu filho é de imenso benefício. Entendo que é muito muito importante que você mesma se cuide bem, com muito carinho. As crianças sempre aprendem pelas nossas costas.
      Um grande beijo com todo carinho
      Jeanne

  8. 

    muito boa matéria…Marcus Deminco, mto bom ler o q vc escreveu…

  9. 

    Bom. O texto deve ser legal, “deve ser” por que o DÉFICIT que TENHO e que NÃO EXISTE, me impede de ler qualquer texto longo. Eu passei 32 anos de minha vida sem saber que esse inexistente distúrbio tinha um nome. Que o problema ñ é somente a falta de atenção em si, mas as alterações da personalidade: procrastinação, mudança de projetos, nos quais vc juraria que iria terminar, perda de objetos e compromissos, etc, enfim, depois de descobrir a causa de MUITOS problemas de minha vida e seus prejuízos gerados, descobri também que ela ñ existe. Um pena que provavelmente, ñ me lembrarei de acompanhar essa página.

  10. 

    Oi Jeanne,

    Você poderia me informar o link do artigo original que você traduziu? O link abaixo do texto não está funcionando.

    Agradeço o espaço de discussão.

    Obrigada,
    Rafaela

  11. 

    Na verdadeira tradução Dr Leon não disse que era fictício e sim que era excelente exemplo de doença fabricada. Ele não falou que o transtorno não existe e sim que muitos profissionais estão diagnosticando muito cedo e erroneamente e que não se deve avaliar apenas as condições genéticas, mas também avaliar cada caso, investigar também as causas biológicas, se a criança passa por problemas familiares. Tudo isso conta.
    Mas afirmar que TDAH é fictício isso ele não afirmou

  12. 

    não é fictícia , vc ter sua vida arruinada por causa dessa doença , muito fácil julgar outras pessoas sem ter a doença , quero ver ser portador de TDAH e vir aqui e escrever a mesma coisa .

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s